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Multiverso realiza cobertura jornalística durante o 31º Fórum da Liberdade

Confira texto da equipe de alunos do IPA
Multiverso realiza cobertura jornalística durante o 31º Fórum da Liberdade

O debate público, frente aos últimos acontecimentos no Brasil, está ainda mais controverso. Nesse ambiente, o 31º Fórum da Liberdade reuniu, em Porto Alegre, políticos, jornalistas, escritores, empresários e presidenciáveis para discutir soluções para a América-Latina. O Multiverso participou, realizando a cobertura jornalística. Foram dois dias de intenso trabalho e compartilhamento de informações sobre o maior evento de debates da América Latina.

O Fórum teve uma de suas maiores edições, com mais de cinco mil inscritos e 150 jornalistas credenciados para cobrir mais de 20 palestrantes nacionais e internacionais, nove painéis e diversas exposições, em dois dias de evento. A Profa. Dra. Valéria Deluca, coordenadora do Multiverso, entende que a oportunidade de fazer uma grande cobertura, com várias plataformas, complementa o trabalho feito em sala de aula e permite a experimentação e a aplicação dos conteúdos e teorias até para os alunos do primeiro semestre. “Tem muito a ver com a filosofia e as práticas do nosso curso. Fizemos um acompanhamento em tempo real, com grandes personalidades. Além da responsabilidade de gerar e apurar conteúdo, conseguimos refletir sobre a conduta profissional exigida. Foi um grande momento de aprendizado e os alunos estão de parabéns”, enfatiza.

A Profa. Dra. Sandra Bitencourt, que também acompanhou os trabalhos do grupo de estudantes, destaca o momento valioso de ensino. “A equipe estava muito comprometida. Tivemos todos os elementos para realizar uma excelente cobertura jornalística, até com direito a furo e exclusividade, no caso da transmissão da palestra do Juiz Sérgio Moro, reverberada por outros veículos de comunicação”, comemora.

Quatro alunos do IPA participaram da cobertura feita pelo Multiverso. Márcio Nunes, Giulian Cavalli, Martha Dias e Bruno Dornelles concordam que a experiência foi única para o aprendizado e aprimoramento da prática jornalística.

“Participar do Fórum da Liberdade foi uma mistura de gratidão e trabalho árduo. Foi o meu primeiro evento externo ao IPA. Cobri-lo foi um desafio pessoal ao qual, de certa forma, determinaria que tipo de jornalista eu seria em meu futuro profissional”, conta Martha Dias, aluna do primeiro semestre de Jornalismo. Ela explica que conseguiu colocar em prática o conhecimento ensinado em aula diante dos fatos ocorridos no evento. “Aprendi como me posicionar em diferentes esferas políticas e sociais. Só tenho a agradecer aos meus colegas do Multiverso, aos meus professores e ao IPA pela oportunidade”, comemora.

Bruno Dornelles, também estudante do primeiro semestre, explica que vivenciar a cobertura de um evento com mais de 5 mil inscritos, foi muito gratificante. “A oportunidade foi muito boa porque conseguimos ver na prática como funciona uma sala de imprensa”. Dentre as atividades que acompanhou, destaca a palestra de Bernardinho, ex-treinador da seleção brasileira de vôlei e do debate realizado entre os pré-candidatos à presidência. “Participar do Fórum da Liberdade foi uma ótima experiência!”.

Alunos do sétimo semestre, Márcio Nunes e Giulian Cavalli ressaltaram que foi preciso entendimento sobre o momento que o Brasil vive e muita preparação para participar da cobertura do Fórum da Liberdade. “Entre os eventos que cobri foi o de maior importância e que me exigiu mais conhecimento na área do que em qualquer outro. Foi uma ótima oportunidade para colocar em prática tudo que aprendi ao longo dos três anos de curso”, conta Giulian. Para ele, foi uma honra poder cobrir o Fórum da Liberdade junto de um colega que iniciou o curso com ele, bem como com os que estão experimentado a primeira vivência em um evento de grande porte. Márcio Nunes destaca que "foi uma boa oportunidade de fazer a cobertura em um evento onde os olhos do Brasil estariam voltados por causa das autoridades presentes. Lidar com todo o ambiente político e social que o Brasil vive atualmente também foi importante para a prática da profissão".

Texto: Equipe Multiverso

“O Tribunal tem se exposto demais à opinião pública”, diz o ex-Ministro do STF José Néri da Silveira

“O Tribunal tem se exposto demais à opinião pública”, diz o ex-Ministro do STF José Néri da Silveira
Foto: Mauro Chaves

Bruno Dornelles*
*Da Multiverso Comunicação Integrada

O Multiverso conversou com o ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Néri da Silveira. Aos 86 anos, é uma figura de destaque na Magistratura brasileira. Presidiu o STF entre os anos de 1989 e 1991; foi Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 1985 a 1987 e mais tarde, entre os anos de 1999 e 2001; e atuou como Presidente do Tribunal Federal de Recursos, entre 1979 e 1981.

Dentre suas contribuições, ainda como Presidente do TSE, está a instalação do sistema de informática da Justiça Eleitoral e a implementação da urna eletrônica em todas as zonas eleitorais do país.

O magistrado foi conferencista em evento promovido pelos cursos de Administração, Direito e Ciências Contábeis. Em sua palestra, titulada de “O Papel do Supremo Tribunal Federal no Estado Democrático de Direito”, o ministro José Néri da Silveira fez questão de abordar fatos históricos e condizentes com as transformações e evoluções que a Justiça vem passando. Agora aposentado, ele falou sobre as atuações do órgão nos últimos anos e sobre a influência da mídia nas decisões proferidas pelo STF. 

Multiverso: Algumas das decisões proferidas nesses últimos tempos, pelo STF, tem ultrapassado os limites da Constituição em nome do Estado Democrático de Direito. Qual sua opinião sobre essas decisões?

Ministro José Néri da Silveira: Isso é o que vem sendo chamado de ativismo judiciário. Eu acho que o Supremo tem enfrentado atualmente, uma série de questões novas, mas que ficam dentro do âmbito de sua competência de guardião da Constituição. Se não tem uma disciplina legal, o Supremo vai dar uma solução. Isso já aconteceu na greve dos funcionários públicos. Para o exercício de determinados direitos fundamentais, há a necessidade de uma Lei. E, o Supremo tem buscado dar uma solução, pois ele tem que dar essa resposta para os pedidos. O cidadão pensa ‘aquele meu direito, é um direito efetivo? Se sim, quero exercê-lo’. E com isso, o Tribunal dá a solução. Então, eu acho que Tribunal tem sido convocado muito nesse sentido.

Multiverso: O Sr. enxerga e acredita que exista alguma influência da mídia nas decisões proferidas pelo STF?

Ministro José Néri da Silveira: A rigor, eu acho que não há influência. Os juízes julgam de acordo com a sua consciência e de acordo com a compreensão sobre o fato e a norma. Eu acho que todos decidem com absoluta independência. O que tem acontecido é que o Tribunal tem se exposto demais à opinião pública.

Design Thinking é ferramenta levada para o Planejamento 2019-2020 do Americano

Design Thinking é ferramenta levada para o Planejamento 2019-2020 do Americano
Foto: Alessandro Davila

Na oportunidade, foram discutidas as ações estratégicas para o próximo ano letivo, os novos modelos de atuação referentes aos vestibulares e ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a oferta de cursos extracurriculares, a inserção no meio acadêmico e a criação de novas formas de comunicação com os pais, uma demanda já manifestada pelos próprios responsáveis.

Para a Coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, Profa. Me. Nancy Vianna, é importante reunir as lideranças para alinhar estratégias que visam a qualificação dos processos acadêmicos e a integração da comunidade com a escola. “Minha contribuição nesse processo é, após a definição dos impasses, aplicar a metodologia Design Thinkingonde todos fazem parte do processo e apontam soluções. Isso porque, no momento em que todos sabem o problema, a resolução acontece de forma multidisciplinar”, explicou. Ela ainda comentou a importância da integração entre o Colégio Metodista Americano e o IPA. “Me sinto lisonjeada em ter a oportunidade de contribuir”, comemorou.

A diretora do Colégio Metodista Americano, Marilice Trentini Oliveira, afirmou que a interação dos profissionais possibilita a eficácia na resolução dos problemas. “Saímos da reunião com propostas que farão a diferença nos próximos dois anos. O melhor é que as soluções são construídas pelo grupo multidisciplinar”, revelou. Ele ainda valorizou a parceria com a coordenação do curso de Publicidade e Propaganda. “Desde 2016 a professora Nancy desenvolve o trabalho conosco. A coparticipação se dá, porque reconhecemos que a área da Comunicação acrescenta um olhar diferenciado, principalmente no que diz respeito ao Planejamento Estratégico,” esclareceu.